As oficinas do Projeto Amora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul- CAp/UFRGS, de Porto Alegre, são embasadas em modelo conceitual, de cunho emancipatório, que propõe aos indivíduos o entendimento do próprio pensamento e suas razões em prol da autonomia de ação. O enfoque reflexivo do contexto escolar, que aqui favorece o desenvolvimento de atitudes e comportamentos cooperativos, privilegia também a postura de trabalho indagadora, contempla pensamentos divergentes, e propõe também um envolvimento dos alunos e professores, de forma consciente, porque é discutido e construído no coletivo, e com intenção investigadora dos processos de aprendizagem. Rompem-se as barreiras, para então, fomentar o trabalho em equipe. Com esse espírito colaborador se está desenvolvendo a 3ª oficina de 2010 tratando do tema Direitos da Criança e do Adolescente.
A proposta teve origem a partir de atividade realizada para professores, onde estiveram professores da área de Artes Visuais do Colégio de Aplicação, no Clube do Professor do Unibanco. Filmes de animação foram mostrados, que abordam questões da infância e juventude mundial. O Canadá, representado no momento por autoridades de representação diplomática, tratou de comemorar os 20 anos do evento internacionalmente marcante, de 1990, quando entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, com a distribuição da coleção Direitos do Coração aos presentes.
Os DVDs, acompanhados de três guias de utilização ajudam na interação com a temática, propondo uma metodologia eficaz no tratamento de assuntos por vezes "pesados" para exposição às crianças. Como são produções de curta duração grande parte do tempo da oficina aqui na escola tem sido usado para que a turma possa relatar suas próprias experiências sobre os temas e, com essas conversas, coletivamente estamos nos sensibilizando para as problemáticas tratadas, de forma lúdica, e aprofundada. Muitas perguntas são suscitadas acerca das violências e injustiças, concretas e simbólicas, praticadas contra crianças e jovens. Algumas próximas da nossa realidade. As distantes, que versam sobre a guerra, por exemplo ecoam sentimentalmente pela identificação etária. Os vídeos sobre a faixa etária de 13 aos 17 anos despertou especial curiosidade na turma, que oscila entre 9 e 13 anos.
Como proposta de encerramento devemos realizar em dezembro(ver cronograma da oficina) uma exposição de trabalhos com retratos dos Soberanos dos Diretos do Coração, para a MOSTRARTE, evento da área de Artes Visuais do CAp.
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